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Dormir pouco afeta atuação de genes no organismo, diz estudo

 

Cansaço tem efeito direto sobre obesidade e doenças cardiovasculares. Pesquisa foi feita com voluntários que dormiram menos de 6 horas por dia.
 
 
Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (25) revelou genes que são afetados diretamente pela quantidade de sono – mais especificamente, pela falta dele.
 
A medicina já comprovou alguns dos efeitos adversos da falta de sono sobre a saúde do ser humano, como a tendência à obesidade, a doenças cardiovasculares e a dificuldades de aprendizagem. O que ainda não está muito claro, no entanto, é o mecanismo como isso ocorre.
 
A pesquisa liderada por Derk-Jan Dijk, da Universidade de Surrey, do Reino Unido, identificou um total de 711 genes cujo desempenho é alterado pela falta de sono. 
 
Esses genes estão ligados principalmente ao metabolismo – que controla o gasto de energia do corpo, o que tem relação direta com a obesidade.
 
Geralmente, um gene é responsável por ativar uma proteína, e essa sim tem uma função direta no corpo – essa ativação é o que os cientistas chamam de expressão do gene. A falta de sono afeta apenas esse processo e, portanto, não tem nenhuma influência sobre o material genético em si, ou seja, os problemas causados pela falta de sono não se tornarão hereditários.
 
O estudo foi feito com 26 voluntários, que tiveram que dormir menos de seis horas por noite ao longo de uma semana. Ao fim da semana, os pesquisadores retiravam sangue desses participantes para avaliar os efeitos da falta de sono, e descobriram que 711 genes têm sua expressão alterada.
 
Em comparação com outros participantes, que tiveram uma quantidade de sono adequada, o número de genes afetados foi sete vezes maior. Segundo os autores, o estudo é um passo importante para entender os mecanismos pelos quais o sono determina a saúde humana.
 
Matéria publicada em portal Bem Estar

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