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Fazer exercício é a última opção que brasileiro pensa quando quer emagrecer

Quando o assunto é perder peso, o que não falta são receitas infalíveis. Dieta, uso de inibidores de apetite, tratamentos estéticos de redução de medida e até cirurgias estão na lista dos métodos procurados pelos indivíduos que declaram guerra à balança. 
 
Curiosamente, a alternativa “academia” é a última opção para muitas pessoas que querem entrar em forma. As justificativas são múltiplas: distância física, falta de tempo e mensalidade alta são as mais comuns. De olho nesse público, algumas empresas se especializaram em “levar a academia para dentro da casa do cliente”, através da venda de aparelhos de ginástica que prometem livrar o indivíduo do sedentarismo e, de quebra, tornear todo o corpo.
 
Teoricamente, as vantagens vão para além da comodidade de ter por perto “uma academia” aberta 24 horas à sua disposição. O fato de quase sempre o equipamento ser portátil e poder ser utilizado em muitos lugares (às vezes até no trabalho) também é um fator determinante para os adeptos deste método.
 
“Estou me programando para comprar o Air Climber Power System, um equipamento que conjuga aeróbico e fitness, que vai me proporcionar a perda de peso e depois trabalhar todos os músculos do meu corpo. Acho vantagem porque vou poder fazer no meu horário, já que não tenho tempo de ir à academia. Sem falar na relação custo versus benefício: ele custa R$ 500 e é para a vida toda, enquanto um mês de academia custa, em média, R$ 100”, contou a assistente administrativa Fernanda Gomes, que conheceu o equipamento através de uma propaganda em um canal fechado.
 
O mesmo equipamento e outros similares podem ser encontrados facilmente na internet e em lojas do segmento nos principais centros comerciais da cidade. Contudo, os especialistas recomendam cautela para que o “remédio” não apresente efeitos colaterais, como aconteceu com a artesã Rafaela Soares que adquiriu uma tendinite após exercícios malfeitos em um aparelho abdominal.
 
“A prática de exercício físico sem orientação de um profissional pode causar muitos prejuízos à saúde de quem se propõe a fazê-lo. Além de lesões na coluna, joelho e aos músculos, o praticante pode ainda não obter o resultado esperado, pois esses aparelhos propõem exercícios de resistência física e não aeróbico, ou seja, não resultam na perda de peso”, alerta o educador físico Cleber Miranda.
 
Segundo o personal, é impossível que o mesmo aparelho seja polivalente, com funções para emagrecer, enrijecer e tornear músculos de naturezas e localizações tão diferentes, como coxa, panturrilha, glúteo e peitoral, entre outros.
 
Outro perigo é a generalização da atividade imposta pelos equipamentos, isto é, a mesma forma de malhar para pessoas de faixas etárias e perfis distintos.
“A especificidade de cada indivíduo (se ele tem algum problema de saúde ou não) e os objetivos devem ser levados em conta e normalmente os manuais desses equipamentos não levam. Não estou dizendo com isso que eles são ruins ou ineficazes. Só o fato de tirar a pessoa do sedentarismo já vale a pena, mas deve ter o acompanhamento de um especialista para não ter problemas futuros. Reitero: até uma simples caminhada deve ter orientação, pois é necessário respeitar os limites do corpo, o ritmo e a frequência certa”, ressaltou Miranda.
 
De acordo com os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), para não ser considerado sedentário o indivíduo precisa praticar 150 minutos de atividade física por semana.
 
“O ideal é procurar uma equipe médica multiprofissional a fim de realizar um check-up para saber o real estado de saúde, fazer um acompanhamento nutricional e depois procurar um professor de educação física para orientar quais são os exercícios, as repetições e a duração de cada sessão, conforme o objetivo pretendido”, aconselha.
 
*Matéria retirada do site Tribuna da Bahia 

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