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Hábitos certos podem impedir deterioração óssea e muscular

Ser fisicamente ativo pode melhorar significativamente a saúde músculo-esquelética e a saúde em geral, além de minimizar ou retardar os efeitos do envelhecimento. É o que defende uma revisão das mais recentes pesquisas sobre os atletas seniores (com idades entre 65 anos ou mais), publicada no jornal da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (JAAOS).
 
 
“Há muito que se presume que o envelhecimento provoca uma deterioração inevitável do corpo e de sua capacidade de funcionar, bem como o aumento nas taxas de lesões relacionadas – tais como entorses, distensões e fraturas – além de propiciar o aparecimento de doenças, tais como obesidade, diabetes, osteoartrite e osteoporose. Entretanto, pesquisas recentes com atletas seniores sugerem que o exercício físico habitual e a nutrição adequada ajudam a minimizar o declínio da saúde articular e óssea, bem como a manter a saúde física geral”, afirma  o ortopedista Caio Gonçalves de Souza (CRM-SP 87.701), médico do Hospital das Clínicas de São Paulo.
 
"Uma quantidade crescente de evidências demonstra que podemos modular o declínio relacionado à idade do sistema músculo-esquelético. Uma boa parte da deterioração que presenciamos com o envelhecimento pode ser atribuída a um estilo de vida mais sedentário ao invés do envelhecimento em si", defendem os autores do estudo.
 
Os efeitos positivos da atividade física sobre a manutenção da densidade óssea, da massa muscular, da função dos ligamentos e dos tendões e do volume das cartilagens são a chave para a forma física ideal e para a saúde. A literatura recomenda um regime de atividade física combinado para todos os adultos, englobando treinos de força, resistência, flexibilidade e equilíbrio.
 
O estudo também recomenda a adoção de uma dieta adequada para idosos ativos, no sentido de otimizar o desempenho. Para os atletas de alto nível, recomenda-se uma ingestão diária de proteína de 1,0 a 1,5 g / kg, bem como o consumo de carboidratos de 6 a 8 g / kg (mais de 8 g / kg nos dias que antecedem um evento de resistência). A dieta deve ser individualizada para os idosos de acordo com seu nível de condicionamento ou de invalidez. Deve ser instituída de forma gradual e segura, especialmente para idosos mal condicionados.
 
“Segundo o estudo, para melhorar os níveis de aptidão e minimizar o declínio da saúde óssea e articular, quando seguramente admissíveis, os pacientes devem ser encorajados a exceder continuamente as recomendações mínimas de exercícios”, informa Caio G. Souza, que também é professor de Ortopedia da Faculdade de Medicina na Uninove. 
 
Matéria publicada pelo site O Tempo 

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